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Em Defesa de uma Educação Viril e Masculina – Parte 1

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Não é segredo para a pessoa bem informada e sem vícios ideológicos que a educação atual prioriza as mulheres. Não é a toa que a Revista Super Interessante dedicou esse artigo para tratar de como as mulheres estão se saindo melhor nas instituições de ensino formais do que os homens.” No Brasil, 55% das pessoas que entram na faculdade e 59% das que a terminam são mulheres. Seja porque eles começam a trabalhar mais cedo, seja por falta de interesse, 40% mais homens largam os estudos em todos os níveis.”
Muitos (Principalmente feministas) irão dizer que “isso simplesmente significa que homens são menos capazes ou mais estúpidos do que as mulheres”. Bem, no próprio artigo há uma passagem que diz: “Vá até um jardim de infância e observe as crianças brincando. Com poucas exceções, o quadro que você verá serão grupos de três ou quatro meninas sentadas brincando em roda com grandes bandos de meninos correndo ao redor. Meninos simplesmente não conseguem ficar quietos.”

Então há algo a mais, o sistema da escola moderna parece ter sido desenhado para se adequar ao comportamento feminino em deterioração  do comportamento masculino.Sempre, em todas as épocas históricas anteriores à nossa, houve uma supremacia masculina nos títulos acadêmicos.

Onde está, enfim, o problema? E, mais importante, como podemos encontrar uma solução? Abaixo, listarei alguns motivos que levaram à esses números que distanciam as vitórias no aprendizado entre homens e mulheres e, num outro post, darei sugestões de como os homens leitores desse blog podem superar o sistema educacional  afeminado brasileiro.

1. Zoológico de Homens

No seu livreto “No Man’s Land”, Jack Donovan, um estudioso e autor de livros sobre masculinidade americano, compara a sociedade moderna à um zoológico para os homens. Muitos de nós achamos o zoológico um lugar cruel, onde tiramos a natural selvageria e liberdade dos animais ao colocarmos encarcerados para o nosso entretenimento. Colocar um homem jovem, nas condições da civilização moderna não é algo muito diferente.

Como o artigo da Super Interessante retratou de forma bem simplista, os homens não conseguem ficar quietos, ou seja, a inquietação viril, o espírito de competitividade e o atleticismo natural fazem com que os homens estejam sempre em movimento. Porém, antigamente, a cultura de esportes e atividades físicas e os tipos de trabalho necessários faziam com que o homem focasse sua energia masculina em atos civilizatórios e que geravam bem-estar para a sociedade. Na sociedade pré-revolução industrial, como nos diz Jack Donovan, o trabalho era mais sentido como uma agressão, requerendo mais conhecimento prático e força física. O trabalho no campo, por exemplo, era facilmente visto como uma luta contra a natureza.

Com o advento da Revolução Industrial e, posteriormente, de uma economia terceirizada, baseada em escritórios e trabalhos simplistas, que não requerem uma capacidade física e mental muito elevada, os homens começaram a se sentir como animais em um zoológico.

2. Quebra de barreiras entre gêneros

Com o surgimento e crescimento dos ideais feministas na sociedade ocidental, a cultura e, consequentemente, o sistema educacional começaram a abraçar a teoria de que não há diferenças entre homens e mulheres e que todo tipo de diferenciação que existia até então era baseada em conceitos sociais e não científicos (Basicamente, disseram que o homem ser, fisicamente e biologicamente, mais forte do que a mulher não é motivo para haver diferenciação entre os gêneros).

É um pouco difícil de se imaginar mas durante todo o século XIX as aulas nas escolas eram diferenciadas por gêneros. Ou seja, meninos e meninas eram separados e atendiam à diferentes tipos de aulas. Isso reforçava para os meninos que eles se tornariam homens no futuro e que teriam que agir conforme. Era mais fácil para eles enxergarem que eram diferentes das meninas e que seus papeis na sociedade e na família eram diferentes.

O problema do fim da segregação de gênero não se limita somente às escolas: Salões unissex, banheiros unissex, o fim da ideia de que determinados tipos de atividades (Como futebol e artes marciais) são inerentemente masculinas, etc. O homem está na sociedade sabendo que é um homem mas sem saber muito bem o que fazer com isso.

3. O “mulherismo”

Enquanto o feminismo serviu como base para o fim da diferenciação de gêneros, surgiu um novo movimento (Que está dentro do contexto feminista) que eu chamo de “mulherismo”. O mulherismo é uma consequência do feminismo e basicamente dita que, apesar da sociedade estar sexualmente “igualitária”, as mulheres devem se juntar para acabar com os ideais masculinos. O mulherismo se manifesta de várias formas: reportagens exclusivamente sobre mulheres (Uma vez encontrei numa revista sobre negócios uma reportagem sobre a “história de empreendedoras que foram mulheres fortes” e que contava a história de algumas mulheres brasileiras que haviam feito sucesso no momento recente, você já viu alguma reportagem sobre “homens fortes”? Quando eles aparecem, só aparecem em matérias que não fazem diferenciação sexual, ou seja, mulheres também estão na lista), programas voltado para mulheres, revistas para mulheres, sites para mulheres, etc.

Apesar de eu particularmente não ver problema em haver mídias voltadas exclusivamente para mulheres, o maior problema é não haver, em nível proporcional, mídias voltadas exclusivamente para homens. Inclusive, quando há algum espaço ou mídia voltado para homens, as feministas (Que defendem o mulherismo) fazem o grande ato democrático de exterminar tal espaço, como essa barbearia portuguesa que foi atacada por feministas. É o mulherismo em ação: Que hajam espaços exclusivamente femininos, mas ter espaços exclusivamente masculinos é machismo. Isso acaba, obviamente, refletindo na educação e nas decisões dos jovens homens que, novamente, são homens e não sabem o que fazer com isso.

 

Conclusão

Como eu achei esse post muito grande para colocar os motivos e as soluções que encontrei para o problema da falta de uma educação masculina e viril para os jovens homens, irei colocar as soluções num outro post que escreverei posteriormente.

 

 

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