Autor: homemrenascentistablog

Em Defesa de uma Educação Viril e Masculina – Parte 1

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Não é segredo para a pessoa bem informada e sem vícios ideológicos que a educação atual prioriza as mulheres. Não é a toa que a Revista Super Interessante dedicou esse artigo para tratar de como as mulheres estão se saindo melhor nas instituições de ensino formais do que os homens.” No Brasil, 55% das pessoas que entram na faculdade e 59% das que a terminam são mulheres. Seja porque eles começam a trabalhar mais cedo, seja por falta de interesse, 40% mais homens largam os estudos em todos os níveis.”
Muitos (Principalmente feministas) irão dizer que “isso simplesmente significa que homens são menos capazes ou mais estúpidos do que as mulheres”. Bem, no próprio artigo há uma passagem que diz: “Vá até um jardim de infância e observe as crianças brincando. Com poucas exceções, o quadro que você verá serão grupos de três ou quatro meninas sentadas brincando em roda com grandes bandos de meninos correndo ao redor. Meninos simplesmente não conseguem ficar quietos.”

Então há algo a mais, o sistema da escola moderna parece ter sido desenhado para se adequar ao comportamento feminino em deterioração  do comportamento masculino.Sempre, em todas as épocas históricas anteriores à nossa, houve uma supremacia masculina nos títulos acadêmicos.

Onde está, enfim, o problema? E, mais importante, como podemos encontrar uma solução? Abaixo, listarei alguns motivos que levaram à esses números que distanciam as vitórias no aprendizado entre homens e mulheres e, num outro post, darei sugestões de como os homens leitores desse blog podem superar o sistema educacional  afeminado brasileiro.

1. Zoológico de Homens

No seu livreto “No Man’s Land”, Jack Donovan, um estudioso e autor de livros sobre masculinidade americano, compara a sociedade moderna à um zoológico para os homens. Muitos de nós achamos o zoológico um lugar cruel, onde tiramos a natural selvageria e liberdade dos animais ao colocarmos encarcerados para o nosso entretenimento. Colocar um homem jovem, nas condições da civilização moderna não é algo muito diferente.

Como o artigo da Super Interessante retratou de forma bem simplista, os homens não conseguem ficar quietos, ou seja, a inquietação viril, o espírito de competitividade e o atleticismo natural fazem com que os homens estejam sempre em movimento. Porém, antigamente, a cultura de esportes e atividades físicas e os tipos de trabalho necessários faziam com que o homem focasse sua energia masculina em atos civilizatórios e que geravam bem-estar para a sociedade. Na sociedade pré-revolução industrial, como nos diz Jack Donovan, o trabalho era mais sentido como uma agressão, requerendo mais conhecimento prático e força física. O trabalho no campo, por exemplo, era facilmente visto como uma luta contra a natureza.

Com o advento da Revolução Industrial e, posteriormente, de uma economia terceirizada, baseada em escritórios e trabalhos simplistas, que não requerem uma capacidade física e mental muito elevada, os homens começaram a se sentir como animais em um zoológico.

2. Quebra de barreiras entre gêneros

Com o surgimento e crescimento dos ideais feministas na sociedade ocidental, a cultura e, consequentemente, o sistema educacional começaram a abraçar a teoria de que não há diferenças entre homens e mulheres e que todo tipo de diferenciação que existia até então era baseada em conceitos sociais e não científicos (Basicamente, disseram que o homem ser, fisicamente e biologicamente, mais forte do que a mulher não é motivo para haver diferenciação entre os gêneros).

É um pouco difícil de se imaginar mas durante todo o século XIX as aulas nas escolas eram diferenciadas por gêneros. Ou seja, meninos e meninas eram separados e atendiam à diferentes tipos de aulas. Isso reforçava para os meninos que eles se tornariam homens no futuro e que teriam que agir conforme. Era mais fácil para eles enxergarem que eram diferentes das meninas e que seus papeis na sociedade e na família eram diferentes.

O problema do fim da segregação de gênero não se limita somente às escolas: Salões unissex, banheiros unissex, o fim da ideia de que determinados tipos de atividades (Como futebol e artes marciais) são inerentemente masculinas, etc. O homem está na sociedade sabendo que é um homem mas sem saber muito bem o que fazer com isso.

3. O “mulherismo”

Enquanto o feminismo serviu como base para o fim da diferenciação de gêneros, surgiu um novo movimento (Que está dentro do contexto feminista) que eu chamo de “mulherismo”. O mulherismo é uma consequência do feminismo e basicamente dita que, apesar da sociedade estar sexualmente “igualitária”, as mulheres devem se juntar para acabar com os ideais masculinos. O mulherismo se manifesta de várias formas: reportagens exclusivamente sobre mulheres (Uma vez encontrei numa revista sobre negócios uma reportagem sobre a “história de empreendedoras que foram mulheres fortes” e que contava a história de algumas mulheres brasileiras que haviam feito sucesso no momento recente, você já viu alguma reportagem sobre “homens fortes”? Quando eles aparecem, só aparecem em matérias que não fazem diferenciação sexual, ou seja, mulheres também estão na lista), programas voltado para mulheres, revistas para mulheres, sites para mulheres, etc.

Apesar de eu particularmente não ver problema em haver mídias voltadas exclusivamente para mulheres, o maior problema é não haver, em nível proporcional, mídias voltadas exclusivamente para homens. Inclusive, quando há algum espaço ou mídia voltado para homens, as feministas (Que defendem o mulherismo) fazem o grande ato democrático de exterminar tal espaço, como essa barbearia portuguesa que foi atacada por feministas. É o mulherismo em ação: Que hajam espaços exclusivamente femininos, mas ter espaços exclusivamente masculinos é machismo. Isso acaba, obviamente, refletindo na educação e nas decisões dos jovens homens que, novamente, são homens e não sabem o que fazer com isso.

 

Conclusão

Como eu achei esse post muito grande para colocar os motivos e as soluções que encontrei para o problema da falta de uma educação masculina e viril para os jovens homens, irei colocar as soluções num outro post que escreverei posteriormente.

 

 

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“Trabalhe 4 Horas por Semana” por Tim Ferriss – Resenha

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Nesse post venho trazer uma resenha do livro “Trabalhe 4 Horas por Semana” de Tim Ferriss.

Já havia ouvido falar deste livro há um tempo atrás através de pesquisas na internet. Quando eu procurava por produtividade ou sobre criação de negócios, esse livro sempre aparecia nos topos das listas.

Havia até conseguido uma versão de e-book dele, porém percebi que era uma leitura que eu queria fazer com certa calma. E eu não consigo fazer leituras calmas em frente ao computador. Então, num dia qualquer, visitando uma livraria, deparei-me com ele e, por estar com um preço ótimo (Considerando minhas prévias pesquisas), comprei-o.

Antes de tudo, vamos começar pelo título…

Se você nunca ouviu falar de Tim Ferriss ou desse livro, provavelmente deve ter ficado chocado com o seu título. No Brasil a carga horária semanal padrão é de 40 a 44 horas semanais, 8 horas diárias. Em um dia de trabalho você já trabalhou o dobro do que o título sugere para a semana inteira.

Na verdade, o nome é uma estratégia de marketing bem bolada. O próprio Tim Ferriss já declarou que trabalhar 4 horas é praticamente impossível, porém que é uma espécie de “ideal”. Ideais não podem ser alcançados, mas devem ser a nossa meta. O objetivo do livro é te ensinar a como gastar menos horas de trabalho e ainda produzir mais. 

Como trabalhar menos horas e produzir mais

Os capítulos do livro te levam a uma jornada que o autor chama de “Projeto de Vida”. Seguindo os conselhos e caminhos que ele apresenta durante os capítulos do livro, será possível a você gastar menos tempo no escritório e, ainda assim, produzir muito mais.

Os capítulos são:

– D de Definição: Aqui ele vai te encorajara mudar de vida. Vai te dar uns tapas na cara também. Ele desmente o mito da “aposentadoria feliz ao final da vida”, te inspira a pensar grande, te faz ver como fazer coisas grandes é mais fácil do que realizar coisas medianas.

Medo de largar o emprego e seguir seu sonho? Criando desculpas para buscar uma melhor condição de vida? Esse capítulo vai fazer com que você veja que todo medo e todo receio relacionados a essas coisas são praticamente irracionais. Enfim, é um capítulo que vai te ajudar a rever os conceitos da sua vida e a definir onde quer chegar.

– E de Eliminação: Nesse capítulo Tim Ferriss vai expor e explicar o mais importante do livro: como eliminar o “trabalho pelo trabalho” para focar na produtividade de fato.

Para entender melhor essa ideia vou dar um exemplo que é dado no livro. Tim Ferriss precisava fazer um trabalho na faculdade. Porém, esse trabalho aparentemente caiu no esquecimento (Ou outra coisa aconteceu, não me lembro bem) e, quando percebeu que o trabalho ainda não estava feito, ele tinha 24 horas para começá-lo e terminá-lo. E assim ele o fez. Não só conseguiu completar o trabalho em 24 horas como este também recebeu a nota máxima e este foi considerado o melhor trabalho de sua sala.

Agora, como isso é possível? Bem, segundo ele, não só é possível como é o óbvio a acontecer. Isso se explica pela Lei de Parkinson (também citada no livro). Resumidamente, essa lei diz que qualquer projeto feito em um curtíssimo período de tempo terá o nível de qualidade máximo. Isso porque, ao pôr um prazo extremamente curto, a pessoa que está realizando tal projeto eliminará, naturalmente, toda e qualquer distração e superficialidade e concentrará seus esforços e o seu foco totalmente na elaboração, de fato, daquele projeto.

Além da Lei de Parkinson, ele fala também do Princípio de Parreto, que diz que 80% dos seus resultados vem de 20% dos seus esforços. Aplicando esses dois princípios, Ferriss começou a perceber que poderia eliminar grande parte das suas ações e do seu “trabalho” e, assim, trabalhar menos produzindo mais.

Ele começou a perceber que 80% da renda de sua empresa vinham de 20% dos seus clientes, então começou a parar de ligar e tentar vender para certos clientes que nunca compravam nada, parou de responder a e-mails fúteis e inúteis e começou a focar no trabalho produtivo, em vez de focar no “trabalho pelo trabalho”.

– A de Automação: Considero esse capítulo como o segundo mais importante dentre todos, perdendo somente para o segundo capítulo. Nesse capítulo o autor nos ensina a como automatizar nosso negócio.

Não só ele dá ideias gerais para se iniciar um negócio novo (Vendendo um produto, produzindo produtos inventados por terceiros ou inventando seus próprios produtos) como ele dá dicas práticas de marketing digital e teste de produto usando o Google Adwords e o leilão do Ebay.

Ele dá exemplos motivadores, como um rapaz que começou a vender camisas francesas pela internet e uma moça que inventou um curso de ioga para alpinistas. Além de motivar com os exemplos (Ambos trabalharam pouquíssimas horas tanto para lançar o negócio como para mantê-lo e gerenciá-lo) ele também mostra toda a trajetória de erros e acertos cometidos por eles.

– L de Liberação: Neste último capítulo, Tim Ferriss nos dá dicas de como nos libertar de nossos chefes, de como nos libertar de nosso próprio negócio, de como viajar e de como nos manter ocupados no nosso tempo livre, para que não voltemos ao trabalho pelo trabalho.

Muito do que é dito não é possível de se aplicar no contexto trabalhista brasileiro, que possui uma legislação antiquada. Porém, o que eu achei bastante interessante é que ele motiva o leitor a repensar sobre o seu próprio emprego. Mesmo que não queira abrir seu próprio negócio, procure outras vagas se não estiver feliz com o trabalho que está fazendo.”Quem tem mais opções, tem mais poder”, como ele diz no livro.

Conclusão

A verdade é que foi um dos livros mais desafiadores que eu já li. Não pela complexidade, já que é um livro com linguagem simples e objetiva, mas pelo “tapa na cara” que ele te dá. É um livro que te faz repensar totalmente os conceitos de emprego, trabalho e, principalmente, jornada de trabalho. Fez-me ver como nem tudo na vida é definido pelo trabalho exercido.

Apesar das 4 horas de trabalho semanais serem um ideal e não algo muito provável de ser alcançado, devemos estar pensando sempre em formas de automatizar nossos negócios ou mesmo o nosso trabalho, para que possamos explorar a vida no seu potencial máximo e nunca nos limitar.

PS: O autor do livro, Tim Ferriss, possui um blog e um podcast muito interessantes e eu recomendo a todo HRM que consegue ler e entender o inglês. Para visitar o site oficial clique aqui!

Como Vencer a Desculpa da “Falta de Tempo”

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Todo aquele que acessa esse blog, creio eu, sabe que o nosso principal foco é expandir o seu conhecimento e suas habilidades, em qualquer área desejada. (Caso ainda não saiba nada sobre o blog leia o nosso manifesto aqui) Você não necessariamente precisa se tornar um intelectual ou um virtuoso na área que você deseja. Quem vai limitar o nível do seu conhecimento sobre aquela área é você mesmo.

Agora, provavelmente a grande maioria deve estar se dizendo: “Bem, acho a ideia de expandir meu conhecimento algo muito bom, realmente desejo fazer! Mas… eu trabalho/estudo/tenho família/coloque qualquer outra desculpa aqui. Não tenho tempo para isso.” Lamento informar que essas razões não são razoáveis e não passam de desculpas para atrasar o seu aprendizado.

Tirando os nobres, aqueles que receberam gordas heranças ou aqueles que recebem uma boa pensão TODO MUNDO PRECISA TRABALHAR (OBS: Considero aqui que meus leitores são homens, já que o blog é voltado para o público masculino, por isso não incluí as “esposas do lar” nos exemplos de quem não precisa trabalhar). Leonardo da Vinci, o “role model” de todo Homem Renascentista? Trabalhava. Benjamin Franklin, outro grande HR? Trabalhava como um cão. O trabalho não impediu que esses dois grandes HR descobrissem, estudassem e inventassem coisas extremamente úteis para a sociedade.

Em apenas três passos, irei mostrar como vencer a desculpa da falta de tempo e começar a conhecer e aprender o que quiser mesmo com uma rotina diária extremamente atarefada e pouco tempo livre!

PASSO 1: DEFINIÇÃO DE PRIORIDADES

Antes de fazer qualquer coisa você precisa saber o que vai fazer. Esse passo vai durar de 5 a 15 minutos. Se você está lendo esse artigo, tenho certeza de que já tem mais ou menos em mente o que quer fazer. Mas agora será crucial colocar isso no papel. Pegue uma folha de papel, uma caneta e escreva o que você quer aprender e conhecer nos próximos 3 meses. Coloque todas as coisas em ordem de prioridade. Por exemplo, digamos que você queira aprender a tocar teclado, ler algum romance e conhecer melhor como funcionam os hormônios. Digamos, ainda exemplificando, que dentre essas três coisas, o que mais quer fazer é ler aquele romance e a segunda coisa que mais quer fazer é aprender a tocar teclado, sendo que conhecer melhor os hormônios, dentre as três, seja o que é menos prioritário para você. Você vai escrever assim no papel:

Lista de Prioridades

1 – Ler romance;

2 – Aprender a tocar teclado;

3 – Conhecer funcionamento dos hormônios;

Apesar de ser uma coisa extremamente simples e aparentemente insignificante, esse primeiro passo vai ser de suma importância para o próximo passo.
IMPORTANTE: Tente colocar, no máximo, 3 coisas na lista de prioridades. Aprender mais de três coisas novas em 3 meses com um dia-a-dia corrido não vai ser saudável.

PASSO 2: CRIAÇÃO DE UMA ROTINA

Esse passo vai mudar a sua vida (Mudou a minha). A grande maioria das pessoas ou não possui uma rotina diária ou a possui somente em sua cabeça. Possuir uma rotina de memória é bom, porém, você não fica tão comprometido com ela. O que quero é que você ESCREVA uma rotina. Mas por quê?

Digamos que na sua “rotina de cabeça” esteja programado para você acordar 6 horas da manhã. Você liga o despertador e vai dormir. Às 6 horas da manhã o despertador toca. Você chega até ele e pensa: “Ah, vou deitar por mais alguns minutinhos, não vai me atrapalhar” e aí você aperta o botão de soneca. É claro que você não vai se contentar com apenas 5 minutos e a soneca pode terminar com 10 a 20 minutos no final. 10 a 20 minutos esses que você perdeu e poderia estar usando para cumprir com os seus objetivos de aprender coisas novas.

Agora vamos dar outro exemplo parecido. Você programa para acordar 6 horas da manhã, porém, sua rotina não é de cabeça, está escrita no papel. No papel está escrito que às 6:20 da manhã você já tem que estar com banho tomado. Então, se não acordar exatamente ás 6 horas da manhã e acabar apertando o botão soneca, você já vai começar estragando o seu dia todo, pois cada minuto está minuciosamente calculado e programado. Isso vai fazer com que você evite ao máximo apertar o botão soneca e cumprir com a sua rotina.

A sua rotina deve ser escrita e deve preencher cada momento do seu dia. Desde o acordar até o se deitar, a sua rotina deve estar minuciosamente descrita com os horários e as atividades que irá fazer nos seus tempos livres. Nessa rotina você irá preencher as suas atividades, baseando-se nas suas prioridades, nos tempos em que não estiver no trabalho ou na faculdade, por exemplo. O item número 1 na sua lista de prioridades é o item que você colocará mais tempo na sua rotina e o item número 3 será o item que você colocará menos tempo para pôr em prática. Você pode criar rotinas para a semana (Sendo que deve observar todos os horários de cada dia) ou criar rotinas para cada dia, a escolha é sua.

O tempo de duração de cada atividade você deverá preencher, de acordo com o seu dia-a-dia no trabalho e/ou faculdade. Não se preocupe se achar que o que há disponível é “muito pouco tempo”. Mesmo 20 minutos de alguma atividade, praticada diariamente, exatamente conforme a rotina que você criou, darão ótimos resultados ao fim dos três meses. Um exemplo prático do que eu faço é o seguinte:

– Prioridade nº 1: Pratico uma hora por dia.
– Prioridade nº 2: Pratico quarenta e cinco minutos por dia.
-Prioridade nº 3: Pratico meia hora por dia.

Tenha em mente que A. D. Sertillanges, padre e autor, na sua obra “Vida Intelectual” diz que qualquer um pode ser um intelectual com apenas duas horas por dia de estudo. Se você não quer ser um intelectual, apenas aprender razoavelmente alguma coisa, nem de duas horas vai precisar. Leia esse link para ver a rotina diária de Benjamin Franklin (Que foi quem me ensinou a usar esse método de rotinas escritas).

PASSO 3 (ÚLTIMO): DISCIPLINA

Depois de ter definido o que quer fazer e quais são suas prioridades, depois de ter criado uma rotina minuciosa e completa, só o que resta fazer é ter disciplina e cumprir com tudo o que você planejou nos passos anteriores.

Apesar de parecer simples, disciplina vai ser o passo mais difícil do que está fazendo, porém, será o que trará mais recompensa para sua vida e para os seus objetivos. É como dizem: Tudo é simples na teoria, porém na prática… Lembre-se que disciplina é uma característica sine qua non de qualquer Homem Renascentista Moderno bem sucedido. (Para mais informações veja o Princípio IV do Manifesto do Homem Renascentista Moderno aqui)

Seguindo todos esses passos, em três meses, você terá aprendido, num nível razoavelmente bom, tudo aquilo que você estava interessado em aprender. Caso ainda ache que precisa de mais conhecimento sobre aquele assunto, repita os passos, dando, porém, mais importância (maior prioridade) àquilo que acha que ainda não está num nível adequado de conhecimento.

4 Razões Para Aprender Uma Nova Habilidade

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Olá a todos os homens renascentistas de plantão!
Uma das características principais de todo homem renascentista moderno é a mentalidade de abundância de querer obter o máximo de conhecimento que seja possível ter. É acreditar que a  capacidade de aprendizado e de absorção do ser humano é ilimitada.
Com essa mentalidade sendo o guia de nossas ações, não é difícil desejar aprender mais, buscar mais, obter mais. Porém, se você ainda não está acostumado com a mentalidade ou com a ideia, preparei as 4 mais importantes razões para você aprender uma nova habilidade (Pode considerar-se também um novo conhecimento, enfim, aprender uma coisa nova).

1 – É simples

Talvez você tenha o desejo de entender mais sobre como consertar móveis, por exemplo. Porém sempre que você olha para aquele seu armário do quarto você se assusta. “Meu Deus”, você pensa, “É melhor nem encostar nisso… Parece ser muito complicado”. Você não poderia estar mais enganado! Talvez o modo como o armário foi construído tenha sua aparente complexidade, sendo você um total leigo sobre o assunto. Mas conforme você for lendo, estudando, pesquisando, mexendo, o que antes parecia complexo se mostrará o que sempre foi: algo simples. 

Não só as coisas são simples como aprender qualquer coisa nova, é bem simples. São tão simples que requerem somente uma coisa de você: 20 horas. Já ouviu falar do “Princípio das Primeiras 20 Horas”? Não? Então vou deixar que Josh Kaufman, autor do livro The First 20 Hours (As Primeiras 20 Horas, em tradução livre), explique:

2 – Você vai impressionar (E muito) pessoas próximas

Lembro de quando tinha 12 anos. Basicamente, tudo que eu sabia fazer era tirar boas notas na escola. É o que se espera de qualquer criança com a minha idade. Entretanto, eu tinha uma curiosidade imensa por uma disciplina: a música! Eu via os DVDs dos meus pais com músicos tocando ao vivo  (Desde Beatles até os Engenheiros do Hawaii) e tinha vontade de aprender aquele instrumento que era comum a todos: o violão. Determinado dia, pausei um daqueles DVDs e decidi fazer algo diferente. Meu pai possuía uma violão antigo, da década de 80. Peguei-o, tirei da capa e comecei a tocá-lo. Claro que ninguém em sã consciência chamaria aquilo de alguma coisa diferente de “barulho”. Porém, já era um grande passo.

Quando meu pai me viu com o violão dele, fazendo um barulho assustador (E agindo como se estivesse tocando a 9ª Sinfonia de Beethoven), arregalou os olhos. Sentou e me mostrou como fazer os acordes maiores básicos. Fiquei a semana toda, o tempo todo que tinha livre, praticando aqueles acordes e progredindo com o passar do tempo. Determinado dia, ouvi meu pai e minha mãe conversando entre si. “Nunca imaginei que ele fosse querer aprender violão!”, disse meu pai. “Pois é, sempre imaginei que o outro (Ela se referia ao meu irmão caçula) iria se interessar primeiro, pois o outro é mais ativo e etc.”, disse minha mãe. Eu me senti poderoso diante deles. Eu estava quebrando as expectativas pessimistas e falsas que ambos tinham sobre mim. Foi um sentimento tão bom, tão poderoso, que, mesmo depois de tanto tempo ter se passado, eu tenho quase certeza que essas foram exatamente as palavras proferidas pelos meus pais.

Se você começa a se interessar por algo novo, alguma habilidade, como tocar violão, ou algum novo conhecimento, como ter lido diversos livros sobre determinado assunto, você vai quebrar as expectativas que a maioria das pessoas tem sobre você. Acredite em mim: A maioria das pessoas acha que você não é capaz de muita coisa. Aprender e ficar razoavelmente bom em algo novo faz com que você deixe essa mesma maioria com o queixo caído. E a sensação que vem com isso é uma das melhores que você vai sentir na sua vida.

3 – Você vai se sentir mais confiante consigo mesmo

Quando você está estagnado, sem fazer nada, sem aprender nada, enfim, sem se mover para melhorar e se autoaperfeiçoar, sua mente e corpo começam a te colocar pra baixo.Sua auto-estima vai para o ralo, você se sente constantemente exausto, sem motivação para fazer nada. Isso ocorre pois a sua vida está sem “eustresse”. Não conhece o termo? Eu também não o conhecia há alguns dias atrás, mas já sabia da sua existência pela vivência.

O eustresse, ao contrário do estresse, é um sentimento positivo. Enquanto o estresse consiste em problemas críticos ou críticas destrutivas à você (que fazem mal para sua saúde, por elevar seus níveis de cortisol), o eustresse consiste em desafios que você aceita e, ao terminá-lo, você se sente bem consigo mesmo, confiante, animado. (Para saber mais sobre o eustresse leia essa página)

Quando você deseja aprender algo novo, você está aceitando, automaticamente, um desafio. Apesar de aprender algo novo ser um processo simples (como dito na primeira razão), ele vai testar sua comodidade e sua capacidade criando, assim, um eustresse que, após pouco tempo (20 horas segundo Josh Kaufman), irá fazer você sentir um nível de confiança e satisfação com você mesmo que talvez nunca tenha experimentado na vida.

4 – Vai descobrir algo sobre você que nem você mesmo sabia

Assim como meus pais se impressionaram com o fato de eu estar aprendendo a tocar violão, eu também estava impressionado. A vontade de aprender sobre aquele instrumento foi tão grande e súbita que eu só fui parar para pensar no que tinha feito depois. Eu era uma criança cuja única função e vocação, até aquele momento, era tirar boas notas na escola. Nunca havia me imaginado como aquele garoto que toca violão na hora do recreio e todos admiram.

Sempre que eu aprendo algo novo (Seja ler um livro que desafie a minha forma de pensar, seja ver uma palestra muito boa sobre algum assunto, seja qualquer outra coisa) eu começo a descobrir que, na verdade, eu posso ser o que quiser. E esse é uma das premissas básicas do Homem Renascentista. Sua capacidade de aprendizado é ilimitada.

Fechamento

Gostaria de fechar esse artigo com um adendo: aprenda somente o que tiver interesse. Você nunca irá encontrar nenhuma das 4 razões acima citadas se for aprender algo que não atice em nada o seu interesse. Se tiver dúvidas sobre se o assunto te interessa ou não, faça uma tentativa. Se for um livro, leia o sumário  e as primeiras páginas. Se for um jornal, leia a primeira página. Se for uma palestra, veja os primeiros minutos. Se não sentir nada que faça você, naturalmente, terminar o que começou, NÃO TERMINE! É melhor não ter informação do que ter informação desnecessária para você.

Espero que tenham gostado e que essas razões venham a motivá-los a estar em constante aprendizado!

“Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.” – Henry Ford

 

 

O Manifesto do Homem Renascentista Moderno

Olá e bem-vindos ao Blog do Homem Renascentista Moderno!
Nesse primeiro post estarei apresentando o nosso Manifesto, ou seja, nossas propostas, nossos ideais, o que somos, enfim, tudo que você precisa saber para conhecer e, caso queira, se tornar um homem renascentista também!

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O que é o Homem Renascentista Moderno (HRM)
O Renascentismo foi um período da história ocidental, mais especificamente da história europeia, que se desenrolou entre o fim do século XIV (1300 e alguma coisa) e o fim do século XVI (1500 e alguma coisa). Foi um período de diversas mudanças econômicas, políticas e culturais. Representou o momento de transição entre o mundo medieval e o mundo moderno. Seu nome “Renascentismo” ou “Renascimento” tem o sentido de “renascer”e tal sentido faz parte do ressurgir dos moldes sociais e culturais do mundo antigo greco-romano. Filósofos como Aristóteles, Platão e Cícero voltaram a ser lidos, as obras matemáticas e científicas de Euclides e Arquimedes voltaram a ser devoradas. Era como se a Europa quisesse voltar aos seus ideais antigos e abandonar, de vez, a cultura medieval.
É nesse meio que surge o homem renascentista . Segundo este artigo do Wikipedia: “Acreditando que o homem estava na posse de capacidade intelectual ilimitada, defenderam uma educação capaz de desenvolver essas capacidades, o que levou à reforma de universidades e criação de colégios por toda a Europa. Muitos desenvolveram habilidades em várias áreas do conhecimento, o que gerou a noção do “homem renascentista” como polímata. Defendiam a divulgação de todo o conhecimento o que, impulsionado pela nova tecnologia de imprensa, acelerou o florescimento das línguas vernáculas em detrimento do latim, a língua franca nos meios acadêmicos.” Ou seja, o homem renascentista era um homem que queria absorver o maior número de habilidades e conhecimentos que pudesse.
Agora, imagine você que o homem dessa época não possuía nem um terço da tecnologia e das facilidades que existem hoje. Para ter o conhecimento de qualquer coisa que ele desejasse ele somente possuía duas opções: Ou ia para a Universidade (O que não era muito fácil na época pois requeria do aluno um status de nobre), ou descobria sozinho, pela prática, o que desejava conhecer. Neste último caso, temos como maior exemplo o grande Leonardo da Vinci que, excetuando-se a escola de artes, nunca estudou formalmente e estudava as coisas a partir de experiências. Hoje podemos conhecer quase qualquer coisa com pouco mais do que um smartphone e uma conexão qualquer com a internet. Cursos online, revistas online, e-books, palestras, vídeos… Enfim, temos uma verdadeira “universidade” virtual ao nosso dispôr. Em outras palavras, tornar-se um homem renascentista atualmente é muito mais fácil e eu te mostrarei os princípios gerais para que você possa se tornar um também.

I – Busque sempre o autoaperfeiçoamento
Seja na sua vida pessoal, seja na sua vida profissional, o foco do HRM deve ser sempre o autoaperfeiçoamento. O autoaperfeiçoamento faz com que, assim como os homens da renascença, você busque imaginar sua vida como algo sem limites. Não há limites para o conhecimento, não há limites para sua saúde e seu vigor físico, não há limites para o que você pode fazer! O HRM tem uma mentalidade de abundância e um vício no autoaperfeiçoamento.

II – Seja um polímata
Ser um polímata é ter um bom nível de conhecimento em mais de uma área. Nós tendemos a pensar que devemos ser experts nas áreas que nos profissionalizamos e esquecer ou ignorar o resto. Deixar os outros fazer o resto por nós. “Não preciso saber consertar um chuveiro porque eu sou um médico” é uma frase que, não só te limita, como também não faz sentido. Seguindo essa lógica você também não precisaria saber andar, por exemplo, porque é um médico. Era só contratar alguém especialista em mobilidade de pessoas para te levar da sua casa ao seu escritório, sem você precisar nunca se mover, já que é médico e só deveria conhecer medicina. Então, já provei que é impossível limitar seu conhecimento a uma única área. Porém, convenhamos: ninguém vai se impressionar por você, além de ser um bom médico, souber… andar… É preciso, para um HRM, saber sobre coisas diferentes e igualmente interessantes. Que acharia de alguém que é um guitarrista super famoso e virtuoso e, ao mesmo tempo, um astrofísico que pode te falar sobre estruturas planetárias da mesma forma que você conta o que comeu no almoço? Acha impossível?! Pois então não conhece o britânico Brian May : Guitarrista da (pouco famosa) banda Queen e Phd. em Astrofísica.

III – Pesquisa e aprenda sobre o que te interessa
Tudo bem: falei sobre autoaperfeiçoamento e sobre ser um polímata. Estou disposto a tudo isso, mas como faço? É para isso que a internet está aí! Existem diversas plataformas de informação, tutoriais, cursos, e-books, etc. O que você precisa é definir o que quer aprender e em quanto tempo deseja aprender. Vou deixar aqui algumas plataformas de conhecimentos diversos e gerais que podem ser úteis:
Coursera – Diversos cursos on-line de diversas universidades mundo afora.
Youtube Educação – Plataforma do Youtube para divulgação de conteúdos diversos.
Domínio Público – Plataforma do Governo com diversas obras completas online.

Enfim, há muitas plataformas de ensino e são fáceis de achá-las. O que você precisa é definir o que quer aprender e, a partir daí, descobrir e pesquisar em sites e blog relacionados ao assunto particular. Por exemplo, digamos que queira aprender sobre musculação. Você pesquisaria e encontraria dezenas de sites voltados somente para musculação, exercícios, suplementos, etc.

IV – Disciplina e Virtudes

Essas são duas características fundamentais para alcançar os seus objetivos com paz com você mesmo. Desenvolver um código de virtudes, através de leituras e observações diárias, e possuir disciplina em tudo que fizer fará com que você se sinta motivado, não se sinta perdido e ache um propósito na sua vida. Os homens renascentistas faziam tudo aquilo pois queriam mostrar que estavam fazendo algo maior do que eles. E só conseguiam alcançar com disciplina. Podemos traduzir disciplina como eficiência (A melhor forma de fazer algo) e virtude como a eficácia (O que, de fato, vamos fazer, qual nosso objetivo). Virtude é o que nos move, disciplina é como nos movemos. Veja Jesus Cristo, por exemplo. Morreu por todos aqueles que Ele escolheu e, apesar de pedir ao Pai se seria possível tirar aquele peso e sofrimento todo de suas costas (Lucas 22:42), Ele não teve dúvida em nenhum momento de que era Filho de Deus, enviado para salvar todo aquele que n’Ele cresse. Ele possuía virtude e possuía disciplina.

V – Conclusão

Nesse blog estarei postando diversos artigos para ajudar os  Homens Renascentistas Modernos a se tornarem cada vez melhores. Ajudá-los a buscar o autoaperfeiçoamento, a serem polímatas, a descobrirem os seus interesses e a terem disciplina e virtudes. Buscaremos conhecer hoje mais do que o que conhecíamos ontem.